Todo aluno deve-se preocupar com a apresentação de seus trabalhos, pois um trabalho bem apresentado facilita a leitura e predispõe ao professor ou qualquer outro leitor examiná-lo com mais simpatia e atenção.
À medida que os estudos avaçam, aumentam também, as exigências para que falemos mais corretamente e saibamos apresentar os conhecimentos adquiridos. Isto é fundamental para a fromação do estudante e para sua futura vida profissional.
Para uma boa apresentação é preciso ter atenção e interesse, mas também, existem várias técnicas que podem orientar essa tarefa. Discas de como organizar um exercício de redação, um comentário de texto, as questões de um exame ou um resumo de livro. Usando-as com frequência, o estudante terá um método de trabalho que o ajudará nas pesquisas escolares, na organização de seus materiais e no melhor aproveitamento do tempo dedicado aos estudos.
Para elaborar um trabalho é necessário:
- Definir claramente o tema a ser desenvolvido;
- Reunir informações pesquisando em livros, jornais, revistas, sítios, etc.;
- Ordenar as informações, a partir de um roteiro previamente elaborado;
- redigir o trabalho com concisão e coerência.
DISSERTAÇÃO
Dissertar é expor uma opinião sobre determinado tema ou ideia, argumentando a favor ou contra, objetivando torná-la reconhecida e aceita.
A argumentação deve ser elaborada com clareza e simplicidade, pois todo tema possui vários ângulos e pode ser interpretado de maneiras diferentes.
EXPOSIÇÃO
Expor é narrar, apresentar detalhes de uma história ou descrever uma situação. O texto expositivo exige o emprego de um vocabulário específico ao tema tratado. Pede o uso de frases simples, enunciativa, em que predominem substantivos abstratos característicos de todo material escrito conceitual.
A Exposição é próprio para as narrativas e apresentações de um determinado tema. O texto expositivo aparece nas instruções de funcionamento de equipamentos como computador ou máquina fotográfica, como em bulas de remédios, regimentos escolares, entre outros.
Dissertação e Exposição são geralmente complementares e empregadas quando se deseja informar, explicar ou interpretar objetivamente determinado tema.
A Exposição e Dissertação se unem em textos expositivos-argumentativos. Esta união gera textos como: editoriais, reportagens, ensaios, críticas ou teses.
- Editorial: é um texto de jornal ou revista que expressa a opinião da equipe editorial sobre um tema;
- Ensaio: é um texto criativo em que o autor expressa uma visão pessoal e adota uma linha crítica, sobre algum tema;
- Tese: é uma dissertação escrita, apresentada a uma banca examinadora de universidade por um aspirante ao título de mestre ou doutor.
RESENHA
Resenhar significa relacionar as propriedades de um objeto, enumerar seus aspectos e descrever as circunstâncias que o envolvem.
O objeto resenhado pode ser um evento, um texto ou uma obra cultural (filme, peça de teatro).
O resenhador deve filtrar os aspectos pertinentes do objeto, em vista de uma intenção, de uma finalidade.
Assim, uma resenha sobre o treinamento dos titulares da Seleção Brasileira de Futebol que se destine aos leitores de um jornal de esportes é diferente de uma resenha sobre os mesmos atletas, mas que se destine ao departamento médico. Ou seja, depende para quem você vai escrever.
A resenha pode ser descritiva ou crítica.
A Resenha Descritiva consta de:
a. uma parte descritiva com informações sobre o texto (autor, título completo, editora, coleção, local e data de publicação, número de páginas).
b. uma parte com o resumo do conteúdo, isto é, assunto tratado e ponto de vista do autor.
A Resenha Crítica inclui, além dos elementos acima, comentários e julgamentos do resenhador.
RESUMO
Resumir um texto científico significa captar-lhe o essencial.
Resumir um texto literário é perder-lhe o essencial.
Resumo é uma síntese das ideias do raciocínio e não mera redução de parágrafos. Pois, resumir um texto significa reluzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista três elementos:
1. as partes essenciais;
2. sua progressão;
3. a correlação que o texto estabelece entre cada uma das partes.
Para se fazer um bom resumo, temos que, primeiramente, fazer uma leitura ininterrupta do texto, para ter noção do conjunto. Preocupar-se em responder à pergunta: Do que trata o texto?
Depois, fazer uma segunda leitura, agora com interrupções, ou seja, pausas, lápis na mão e uso do dicionário, para pesquisar, anotar e compreender o sentido das palavras. Além de fazer uma segmentação em bloco de ideias.
Por fim, redigir o texto com suas próprias palavras, condensando os segmentos, encadeando-as na progressão em que se sucedem no texto, relacionando-os.
AFORISMO (outro tipo de resumo)
Há, também, outros exemplos de textos sintéticos, utilizados com diversos propósitos. É o caso do aforismo que se trata de um gênero caracterizado pela concisão e fulguração do pensamento. O aforismo não é apenas uma síntese de uma idéia, mas um texto conciso e bem escrito, com o objetivo de ocasionar impacto e não ser esquecido.
Um exemplo claro de aforismo, atualmente é o praticado na internet, por meio de ferramentas como o Twitter. Embora, a maioria dos usuários desses instrumentos de comunicação não está preocupada em publicar sentenças de efeito, porém, pode-se dizer que a limitação de 140 caracteres que marca a ferramenta é a comprovação da necessidade de trazer à tona a objetividade na fala e na escrita.
NARRAÇÃO
Narrar é relatar fatos e acontecimentos vistos, ouvidos, lidos ou imaginados, em um momento ou local determinados. Pois, todos os dias acontecem situações interessantes, divertidas ou desagradáveis, que podemos relar aos nossos amigos ou à família. Desta forma, fazemos uma narração, que também, pode ser escrita.
Narração Literária é aquela elaborada por um escritor que recria ou inventa uma realidade, também chamada de ficção. Toda narrativa pressupõe um narrador que é quem conta a história, e uma trama ou enredo que é a sequência dos fatos relatados segundo uma ordem cronológica ou não. O tema é a matéria-prima do enredo.
Basicamente, qualquer tema pode originar uma excelente narrativa, dependendo do escritor. Porém, relatar fatos não basta para prender a atenção do leitro. É necessário que do enredo faça pare um conflito, uma complicação, isto é, um elemento que desvie os fatos de seu percurso habitual, previsível.
Foco Narrativo é o ponto de vista do narrador, podendo ser:
- Narrador em terceira pessoa: conta os fatos sem participar da ação;
- Narrador em primeira pessoa: em que o narrador é uma personagem que conta sua própria história ou de outrem.
Formas de Narrativa: além dos romances, novelas e contos, há também a:
- Crônica: narrativa curta que em geral tem como ponto de partida um fato real comentado pelo autor, muitas vezes de maneira lírica ou bem-humorada. No Brasil, muitos escritores notabilizaram-se por suas crônicas, como Rubem Braga, Fernando Sabino e Luis Fernando Veríssimo, entre outros.
- Parábola: narrativa curta e alegórica, ou seja, que simboliza uma outra realidade. Ex.: Os ensinamentos de Cristo, transmitidos por meio de parábolas.
- Saga: narrativa extensa que conta a história de uma família importante no contexto do povo. Ex.: O Tempo e Vento, de Érico Veríssimo.
- Lendas, Contos de Fada, Mitos: narrativas que participam da cultura coletiva, impregnadas de seres e acontecimentos sobre-humanos. Ex.: Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Cinderal, A bela e a fera,
PARÓDIA
Dentro da intertextualidade, temos a Paródia que é um processo de intertextualização, com o objetivo de desconstruir ou reconstruir um texto. É uma imitação de uma composição literária, às vezes cômica, irônica ou debochada. Na maioria das vezes é semelhante com a obra original, porém, apresenta sentidos diferentes, contrários. Seu principal objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, aproveitando o sucesso da obra inspiradora para transmitir um pouco de alegria.
Uma das características da paródia é a receptividade do leitor. Pois, se o leitor não tem conhecimento da obra original, não entenderá a objetividade do texto, nem tão pouco, o pensamento do autor, achará apenas que a obra parodística é uma série de disparates. O texto parodístico é uma forma de a linguagem voltar-se sobre si mesma e um processo de liberação do discurso.
Ex.: "Canção do Exílio" de Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
- texto parodiado por Jô Soares, "Canção do Exílio às Avessas"
Minha Dinda tem cascatas
Onde canta o curió
Não permita Deus que eu tenha
De voltar pra Maceió"
Obs. Nota-se que Jô Soares faz uma inversão completa do texto original, fazendo uma gozação e criticando os acontecimentos políticos da época do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo.
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Adooorei seu blog viu madrinha,vo consultar isso daqui quando tiver alguma duvida isso é se for realmente necessario consultar ele se eu tenho vc!!
ResponderExcluirbeijoos
Graazy