MAIS UMA OPINIÃO SOBRE A NORMA CULTA, DA QUAL COMPARTILHO!
João Ubaldo defende a norma culta e revela 'grilos' com o português
Ele defendeu que norma culta é fundamental para a sobrevivência da língua.
Escritor participou de evento que reuniu profissionais da publicidade em SP.

O escritor baiano João Ubaldo Ribeiro
(Foto: Divulgação/Divulgação)
Ele defendeu que a preservação da norma culta é fundamental para a sobrevivência da língua portuguesa e citou o exemplo recente da polêmica sobre os livros didáticos que permitiriam erros de concordância.
“A norma culta tem sido usada como elitista; há quem pense que o MEC santificou o 'nós vai'. Ele não fez isso, mas de fato esses fenômenos são relacionados com o uso da forma culta, que pode ser acusada com o instrumento de dominação da classe dominante. Mas, sem a regra culta, nenhuma língua sobreviveria”, afirmou o escritor.
Entre os exemplos de uso do idioma que desagradam o autor, ele listou o uso descabido do “que” ("ela é meio que tonta em vez de ela é tonta, exemplificou”) e adoção exacerbada de termos em inglês, como em termos relacionados a programas de computador e tecnologia.
“Porque guardar é salvar? Porque o computador não suporta, tal sistema? Como assim, tem raiva? E por que hoje em dia ninguém vê mais nada, todo mundo visualiza?”, protestou.
A uma plateia de publicitários, João Ubaldo deu ainda o que ele classificou de “receita básica” para conseguir se comunicar com o público em discursos, palestras e apresentações. “Diga q eles o que irá dizer; então diga; e depois diga o que você disse”, ensinou, baseando-se em instruções que eram dadas a palestrantes no exército americano. “Essa receita é, na minha opinião, uma receita básica que engloba todas as conquistas que a retórica humana já fez”, avaliou.
Mais cedo, participou do evento o autor Silvio de Abreu, que disse que o segredo do contador de histórias, tanto na novela quanto na publicidade, é convencer o espectador de que ele pode gostar de uma coisa diferente do que acredita apreciar.
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Vejam que belo exemplo de superação e lição de vida! Pois nunca é tarde quando se quer começar algo, pois não importa a idade, mas sim, a vontade e a perseverança! Parabéns, Isolina Mendes Campos, pelos 100 anos de vida e pelo exemplo de ser humano!
'A gente vira criança', diz, aos 100
anos, idosa que voltou à escola
Isolina Mendes Campos fez aniversário no último dia 25, com festa.
Ela frequenta aulas em uma turma de educação para adultos.

Isolina e as colegas da escola, em Londrina, no Norte do Paraná.
(Foto: Gilberto Abelha/Gazeta do Povo/Futura Press)
Às 5h da manhã deste domingo (29) a mineira Isolina Mendes Campos levantou, em Londrina, no Norte do Paraná. Acorda bem cedo todos os dias, mas hoje estava rouca, resfriada. A semana passada foi agitada para ela, muitas homenagens. Não é todo dia 25 de maio que se tem uma festa de aniversário de cem anos para mais de 300 pessoas. Quando o G1 perguntou se podia entrevistá-la, respondeu: “O senhor veio na minha festa?”. Mas o assunto era outro: a volta dela para a escola.
“Quando a gente nasce, a idade começa a contar para frente. Mas tem uma hora que começa a contar para trás e a gente vira criança de novo”. Fala da recente volta para a escola. Há cerca de dois meses Isolina frequenta aulas noturnas de uma turma de educação para adultos. Os colegas têm mais de 45 anos.
Ela diz que fez muito amigos e colegas e que, quando falta, eles mandam chamar. Sobre a professora, diz “gosto demais. No dia da festa ela apareceu. Estava tão alegre que só vendo”.
Se o assunto é o gosto tem pelas matérias, “não conheço letra nenhuma, não conheço nada”. E termina: “O senhor não repare eu não poder conversar direito, por causa da voz rouca”.
Família
Isolina mora com o filho e a nora em uma casa do Conjunto Mariano. Tem costume de limpeza e, sem suportar louça na pia, ainda é pega fazendo tarefas domésticas. "Se deixar, ela lava roupa", entrega a família.
Três vezes por semana ela se arruma para ir à igreja
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Concordo com a Ana. A Escola deve ensinar o correto sempre, ressaltanto as variadas formas de se falar, considerando os aspectos culturais de cada região ou país. Porém, os alunos devem aprender a maneira correta de escrever e falar. O que não pode ocorrer é a discriminação, seja por questões culturais, econômicas ou sociais.
Opinião: Enquanto escrita exige rigor, linguagem oral é mais solta
Livro 'Por uma Vida Melhor' traz erros de concordância e causa polêmica.
Apesar das diferentes possibilidades, escola deve ensinar norma culta.

Algumas situações na vida da gente ficam marcadas. Recordo-me de uma professora de português da quinta série que pregava uma coisa muito importante que jamais foi esquecida. Ensinando a língua para seus alunos, cobrava deles que falassem correto, até porque eram muito jovens e estavam lá para aprender algo além do que já sabiam.
Nunca, porém, esquecia de fazer a ressalva de que jamais deveríamos fazer chacota daqueles que falavam errado, principalmente os mais velhos – muitos deles não tinham tido a oportunidade de frequentar a escola e aprender a falar da maneira como é ensinado lá.
Essa lição nunca foi esquecida. Ela foi mais lembrada por esses dias quando surgiu a polêmica em torno do livro didático “Por uma Vida Melhor”, da ONG Ação Educativa. Esse livro é voltado para jovens e adultos e foi distribuído pelo MEC. Em um de seus capítulos, defende a ideia de que todas as formas de falar são válidas, como por exemplo “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.”
Não ficou bem claro o porquê desse capítulo. Isso permite refletir sobre a questão de como se fala e de como se escreve. Falar e escrever são duas formas de expressar aquilo que se pensa. A escrita não é a transcrição da fala, mas elas têm muitas coisas em comum. Por vezes, são idênticas.
Porém, a linguagem oral é mais solta – a espontaneidade e o regionalismo têm mais espaço. Na escrita as coisas são diferentes. É necessário um rigor maior com a norma culta.
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Na comunicação pela fala, tem-se toda uma possibilidade de se fazer entender através de gestos e expressões. Ela é direta. Com a escrita não. Temos que usar uma maneira única para que a comunicação realmente aconteça. Se cada um for escrever de um jeito diferente, dificilmente algo será comunicado. Assim, faz-se necessário ter uma forma oficial. Ela vale para a fala e a escrita, mas é mais rígida com a segunda.
Talvez seja essa a ideia que o livro quisesse passar. Ora, dirão muitos, o importante é se expressar. Não importa como. Sem dúvida. Expressar-se e se fazer entender, para que não fique um diálogo de surdos. Então precisa haver uma proximidade do discurso entre aquele que fala/escreve com o que ouve/lê.
Mas não devemos nos esquecer que apesar das diferentes possibilidades, a escola deve sempre ensinar a norma culta. Essa é sua obrigação. Acredito que ninguém vai para a escola para aprender aquilo que já sabe ou continuar falando errado. Uma coisa é aceitar o modo próprio de um aluno se expressar, outra é permitir-lhe o acesso aquilo que é comum para os mais estudados: falar e se expressar corretamente.
Até porque as pessoas vão para a escola para progredirem profissionalmente, socialmente, pessoalmente. Se não, iam procurar outra coisa para fazer. Determinadas coisas não precisam ser ensinadas em livros. Como, por exemplo, que o modo de uma pessoa falar, bem distante da norma culta, é correta, mas que pode haver um preconceito de outros por causa disso.
Isso tem que ser experienciado pelo professor no seu dia a dia, para que seu aluno, seja criança ou adulto, se sinta bem e tranquilo para se expressar. Acolher seu aluno como ele se apresenta para então lhe mostrar como é a regra da fala e escrita.
Não dá para defender o falar errado e nem ensinar isso. O que apenas mostraria a falta de educação de um povo. Um dos aspectos de sua identidade e ponto de união é sua língua.
(Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga)http://glo.bo/lgfFtk