METODOLOGIA CIENTÍFICA
As pesquisas de conclusão de curso de graduação são uma modalidade de iniciação científica. Geralmente, os alunos apresentam trabalhos escolhendo um tema o qual foi tratado durante o período do curso.
A esta pesquisa científica damos o nome de Monografia que vem do grego mónos (que quer dizer um só) + graphein (que quer dizer escrever), isto é, Monografia é a descrição ou abordagem de um único assunto.
Nesta etapa, o aluno deve demonstrar que domina tanto o assunto abordado, quanto as técnicas formais que envolvem a produção da monografia.
Os TCCs - Trabalhos de Conclusão de Cursos devem levar em conta, além dos aspectos éticos, científicos e metodológicos, também as normas técnicas de padronização reconhecidas e aceitas por toda a comunidade acadêmica.
No Mestrado o autor, além de demonstrar domínio sobre as técnicas de pesquisa, deve contribuir de maneira significativa ao estudo do tema enfocado, devendo ser apresentada publicamente a uma banca determinada por três examinadores.
No Doutorado, a monografia é denominada de TESE, neste trabalho as hipóteses devem ser exaustivamente desenvolvidas e comprovadas, em que a abordagem deve ser feita com bastante profundidade e originalidade. A Tese deve ser defendida publicamente por uma banca examinadora, em geral, por cinco doutores.
É importante frisar, que segundo Severino (2000) para a elaboração de uma monografia é necessário um "Projeto de Pesquisa", baseado em cinco etapas sequenciais:
- Determinação do tema:
O primeiro passo de uma pesquisa científica envolve a escolha e a delimitação do tema. A escolha deve seguir dois aspectos essenciais: formação do pesquisador e prática cotidiana. A delimitação do tema facilita a pesquisa, pois uma coisa é escrever sobre a Liberdade em geral outra coisa é escrever sobre a Liberdade política, por exemplo.
Por isso, antes da elaboração do trabalho é preciso ter bem clara, a ideia do problema a ser resolvido que é o que determinará o tipo e o método de pesquisa e de reflexão será utilizado no decorrer do trabalho.
Porém deve-se ter cuidado com relação a temas que já forma objeto de outros estudos. Todavia isto não deve impedir que o um mesmo tema seja abordado por diversos pesquisadores, desde que seja feito sob diferentes enfoques.
- Levantamento de referências bibliográficas, ou seja, das fontes de pesquisa:
Após a escolha do tema e elaborados os problemas e as hipóteses a serem investigados, vem o levantamento da documentação existente sobre o assunto.
As fontes documentais ou fontes primárias são os documentos de arquivos públicos ou privados, tais como: diários, memoriais, cartas, autobiografias, fitas gravadas, fósseis, peças de arte, dados estatísticos, dados históricos, material cartográfico, etc.
As fontes bibliográficas ou secundárias abrangem todo o material que tenha sido tornado público, por meio de qualquer tipo de registro: livros, rádio, televisão, jornal, filmes, bando de dados da internet, etc.
Após a Pesquisa Bibliográfica, faz-se necessária a triagem, já que nem tudo será lido e estudado. Neste caso, as resenhas são importantes por indicarem se o material pode ser útil ou não. Na falta de resenhas disponíveis podem-se procurar informações diretamente na obra, tipo prefácios, orelhas, sumários, passagem do texto, etc. É na triagem que se define o material mais adequado ao desenvolvimento do trabalho.
- Leitura e documentação:
Terminado o levantamento bibliográfico é chegado o momento de iniciar o trabalho da pesquisa, ou seja, o momento da leitura e documentação.
Antes de iniciar a leitura, o aluno deve elaborar, primeiramente, um roteiro de ideias. De posse deste roteiro, parte-se para a leitura do material, análise dos documentos com anotações, fichamentos e comentários pessoais em busca de elementos importantes para o desenvolvimento do trabalho.
- A construção lógica do trabalho:
A construção lógica da pesquisa é a coordenação inteligente das ideias, objetivando comunicar ao leitor todo o percurso do estudo e suas conclusões. A pesquisa científica deve-se constituir numa totalidade inteligível e organicamente estruturada.
Esta estrutura é baseada na seguinte composição: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
a. Introdução:
A introdução é a parte da obra que tem por objeto apresentar o trabalho propriamente dito, oferecendo ao leitor uma visão estrutural do trabalho pesquisado, explicando-se as razões do estudo elaborado, os objetivos que se pretende alcançar, os procedimentos e a metodologia empregados.
Não se deve constar na Introdução dados e resultados sobre a teoria do experimento, nem antecipar conclusões, muito menos, repetir ou parafrasear o resumo, segundo as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Embora a Introdução é colocada no início do trabalho, ela é a última parte do trabalho a ser escrita.
b. Desenvolvimento:
O desenvolvimento corresponde ao corpo do trabalho e será estruturado conforme as necessidades do plano final da obra. Aqui serão apresentados os dados coletados e os resultados obtidos, caracterizados por capítulos, divididos em seções e itens, de acordo com as exigências lógicas da pesquisa.
No desenvolvimento deve conter exclusivamente o material relativo ao tema em estudo, evitando-se digressões e citações bibliográficas não pertinentes. As citações quando adequadas enriquecem e dão suporte às ideias elencadas pelo autor.
Ressalte-se que a linguagem científica que deve ser utilizada em cada capítulo, deve ser clara e precisa, de modo que o leitor possa acompanhar os passos do estudo e o raciocínio do autor.
c. Conclusão
A conclusão é o fecho do trabalho, uma síntese reafirmando a ideia principal discutida no desenvolvimento. É aqui que o autor mostra seu ponto de vista sobre os resultados obtidos.
- Redação do texto:
Esta fase consiste na expressão literária do raciocínio desenvolvido no trabalho. O autor redige o texto, confrontando as fichas de documentação, estruturando o texto de maneira precisa, clara, objetiva, imparcial, coerente e impessoal.
Na redação deve-se valorizar a ordem lógica do pensamento tornando-o claro e convincente.
Deve-se evitar alguns erros comuns de argumentação:
1. uso de argumentos de ordem sentimental;
2. uso de adjetivos pouco esclarecedores ou excesso de adjetivação;
3. pretensão de persuadir o leitor;
4. longas digressões, intercaladas no corpo do período, obscurecendo a essências das ideias;
5. verbalismo: palavreado vazio e repetitivo;
6. repetição desnecessária de conceitos elementares;
7. emprego de palavras com sentido obscuro ou múltiplo;
8. repetição, próxima e frequente, de certas conjunções e expressões;
9. uso de frases de efeito ou artificiais;
10. complexidade excessiva da linguagem ou vocabulários.
Ao redigir o relatório final, é de bom alvitre utilizar frases curtas e vocabulário adequado. A impessoalidade das formas verbais contribuem para a objetividade da redação. Exs.: Nesta pesquisa pretende-se / elaborou-se um quadro / a metodologia foi adotada / o presente trabalho procura, etc.
Vale ressaltar, o cuidado com a clareza e a concisão na redação de uma monografia, evitando-se argumentações abstratas, exageros de orações subordinadas em um só período, ideias repetidas em vários parágrafos, a pomposidade e o artificialismo, ao contrário, deve-se buscar a simplicidade. No entanto, simplicidade não quer dizer simplismo, nem desleixo gramatical.
Após a digitação do trabalho, recomenda-se uma leitura crítica final, para evitar que o mesmo seja apresentado com erros. É indispensável uma revisão geral do trabalho no que diz respeito ao estilo, gramática e ortografia, conteúdo, clareza, lógica da argumentação, articulação e equilíbrio entre as seções.
ESTRUTURA DO TRABALHO
As pesquisas científicas seguem as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Algumas recomendações a serem observadas na elaboração de monografias:
- Usar papel branco, formato A4 (21 x 29cm) ou carta, para impressão do trabalho, utilizando-se apenas o anverso da folha.
- as medidas para as margens devem ser: margem esquerda 3 cm; margem superior 3 cm; margem direita 2 cm, margem inferior 2 cm.
- digitação do trabalho, sugere-se as fontes Times New Roma ou Arial, tamanho 12 cm.
- espaçamento de entrelinhas: duplo ou 1,5 de linhas; para as notas explicativas e citações textuais longas, usa-se o espaço simples, fonte tamanho 10 cm.
- paginação: devem ser contadas todas as páginas, a partir da folha de rosto. Porém a numeração gráfica, só começa aparecer (no canto superior direito a 2 cm da borda), a partir da introdução.
- Recomenda-se o uso da numeração progressiva na subdivisão das seções.
OBS.: Vale observar que as normas e ou estilo do trabalho aqui descritos podem sofrer variações, de acordo com a exigência de cada faculdade ou universidade, porém, dentro das normas da ABNT.
1. Apresentação gráfica geral do trabalho:
- Capa;
- Folha de Rosto;
- Folha de aprovação;
- Epígrafe; (opcional)
- Dedicatória; (opcional)
- Agradecimentos; (opcional)
- Lista de tabelas e figuras; (opcional)
- Sumário;
- Resumo;
- Introdução;
- Desenvolvimento;
- Conclusão;
- Bibliografia;
- Anexos.
As pesquisas de conclusão de curso de graduação são uma modalidade de iniciação científica. Geralmente, os alunos apresentam trabalhos escolhendo um tema o qual foi tratado durante o período do curso.
A esta pesquisa científica damos o nome de Monografia que vem do grego mónos (que quer dizer um só) + graphein (que quer dizer escrever), isto é, Monografia é a descrição ou abordagem de um único assunto.
Nesta etapa, o aluno deve demonstrar que domina tanto o assunto abordado, quanto as técnicas formais que envolvem a produção da monografia.
Os TCCs - Trabalhos de Conclusão de Cursos devem levar em conta, além dos aspectos éticos, científicos e metodológicos, também as normas técnicas de padronização reconhecidas e aceitas por toda a comunidade acadêmica.
No Mestrado o autor, além de demonstrar domínio sobre as técnicas de pesquisa, deve contribuir de maneira significativa ao estudo do tema enfocado, devendo ser apresentada publicamente a uma banca determinada por três examinadores.
No Doutorado, a monografia é denominada de TESE, neste trabalho as hipóteses devem ser exaustivamente desenvolvidas e comprovadas, em que a abordagem deve ser feita com bastante profundidade e originalidade. A Tese deve ser defendida publicamente por uma banca examinadora, em geral, por cinco doutores.
É importante frisar, que segundo Severino (2000) para a elaboração de uma monografia é necessário um "Projeto de Pesquisa", baseado em cinco etapas sequenciais:
- Determinação do tema:
O primeiro passo de uma pesquisa científica envolve a escolha e a delimitação do tema. A escolha deve seguir dois aspectos essenciais: formação do pesquisador e prática cotidiana. A delimitação do tema facilita a pesquisa, pois uma coisa é escrever sobre a Liberdade em geral outra coisa é escrever sobre a Liberdade política, por exemplo.
Por isso, antes da elaboração do trabalho é preciso ter bem clara, a ideia do problema a ser resolvido que é o que determinará o tipo e o método de pesquisa e de reflexão será utilizado no decorrer do trabalho.
Porém deve-se ter cuidado com relação a temas que já forma objeto de outros estudos. Todavia isto não deve impedir que o um mesmo tema seja abordado por diversos pesquisadores, desde que seja feito sob diferentes enfoques.
- Levantamento de referências bibliográficas, ou seja, das fontes de pesquisa:
Após a escolha do tema e elaborados os problemas e as hipóteses a serem investigados, vem o levantamento da documentação existente sobre o assunto.
As fontes documentais ou fontes primárias são os documentos de arquivos públicos ou privados, tais como: diários, memoriais, cartas, autobiografias, fitas gravadas, fósseis, peças de arte, dados estatísticos, dados históricos, material cartográfico, etc.
As fontes bibliográficas ou secundárias abrangem todo o material que tenha sido tornado público, por meio de qualquer tipo de registro: livros, rádio, televisão, jornal, filmes, bando de dados da internet, etc.
Após a Pesquisa Bibliográfica, faz-se necessária a triagem, já que nem tudo será lido e estudado. Neste caso, as resenhas são importantes por indicarem se o material pode ser útil ou não. Na falta de resenhas disponíveis podem-se procurar informações diretamente na obra, tipo prefácios, orelhas, sumários, passagem do texto, etc. É na triagem que se define o material mais adequado ao desenvolvimento do trabalho.
- Leitura e documentação:
Terminado o levantamento bibliográfico é chegado o momento de iniciar o trabalho da pesquisa, ou seja, o momento da leitura e documentação.
Antes de iniciar a leitura, o aluno deve elaborar, primeiramente, um roteiro de ideias. De posse deste roteiro, parte-se para a leitura do material, análise dos documentos com anotações, fichamentos e comentários pessoais em busca de elementos importantes para o desenvolvimento do trabalho.
- A construção lógica do trabalho:
A construção lógica da pesquisa é a coordenação inteligente das ideias, objetivando comunicar ao leitor todo o percurso do estudo e suas conclusões. A pesquisa científica deve-se constituir numa totalidade inteligível e organicamente estruturada.
Esta estrutura é baseada na seguinte composição: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
a. Introdução:
A introdução é a parte da obra que tem por objeto apresentar o trabalho propriamente dito, oferecendo ao leitor uma visão estrutural do trabalho pesquisado, explicando-se as razões do estudo elaborado, os objetivos que se pretende alcançar, os procedimentos e a metodologia empregados.
Não se deve constar na Introdução dados e resultados sobre a teoria do experimento, nem antecipar conclusões, muito menos, repetir ou parafrasear o resumo, segundo as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Embora a Introdução é colocada no início do trabalho, ela é a última parte do trabalho a ser escrita.
b. Desenvolvimento:
O desenvolvimento corresponde ao corpo do trabalho e será estruturado conforme as necessidades do plano final da obra. Aqui serão apresentados os dados coletados e os resultados obtidos, caracterizados por capítulos, divididos em seções e itens, de acordo com as exigências lógicas da pesquisa.
No desenvolvimento deve conter exclusivamente o material relativo ao tema em estudo, evitando-se digressões e citações bibliográficas não pertinentes. As citações quando adequadas enriquecem e dão suporte às ideias elencadas pelo autor.
Ressalte-se que a linguagem científica que deve ser utilizada em cada capítulo, deve ser clara e precisa, de modo que o leitor possa acompanhar os passos do estudo e o raciocínio do autor.
c. Conclusão
A conclusão é o fecho do trabalho, uma síntese reafirmando a ideia principal discutida no desenvolvimento. É aqui que o autor mostra seu ponto de vista sobre os resultados obtidos.
- Redação do texto:
Esta fase consiste na expressão literária do raciocínio desenvolvido no trabalho. O autor redige o texto, confrontando as fichas de documentação, estruturando o texto de maneira precisa, clara, objetiva, imparcial, coerente e impessoal.
Na redação deve-se valorizar a ordem lógica do pensamento tornando-o claro e convincente.
Deve-se evitar alguns erros comuns de argumentação:
1. uso de argumentos de ordem sentimental;
2. uso de adjetivos pouco esclarecedores ou excesso de adjetivação;
3. pretensão de persuadir o leitor;
4. longas digressões, intercaladas no corpo do período, obscurecendo a essências das ideias;
5. verbalismo: palavreado vazio e repetitivo;
6. repetição desnecessária de conceitos elementares;
7. emprego de palavras com sentido obscuro ou múltiplo;
8. repetição, próxima e frequente, de certas conjunções e expressões;
9. uso de frases de efeito ou artificiais;
10. complexidade excessiva da linguagem ou vocabulários.
Ao redigir o relatório final, é de bom alvitre utilizar frases curtas e vocabulário adequado. A impessoalidade das formas verbais contribuem para a objetividade da redação. Exs.: Nesta pesquisa pretende-se / elaborou-se um quadro / a metodologia foi adotada / o presente trabalho procura, etc.
Vale ressaltar, o cuidado com a clareza e a concisão na redação de uma monografia, evitando-se argumentações abstratas, exageros de orações subordinadas em um só período, ideias repetidas em vários parágrafos, a pomposidade e o artificialismo, ao contrário, deve-se buscar a simplicidade. No entanto, simplicidade não quer dizer simplismo, nem desleixo gramatical.
Após a digitação do trabalho, recomenda-se uma leitura crítica final, para evitar que o mesmo seja apresentado com erros. É indispensável uma revisão geral do trabalho no que diz respeito ao estilo, gramática e ortografia, conteúdo, clareza, lógica da argumentação, articulação e equilíbrio entre as seções.
ESTRUTURA DO TRABALHO
As pesquisas científicas seguem as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Algumas recomendações a serem observadas na elaboração de monografias:
- Usar papel branco, formato A4 (21 x 29cm) ou carta, para impressão do trabalho, utilizando-se apenas o anverso da folha.
- as medidas para as margens devem ser: margem esquerda 3 cm; margem superior 3 cm; margem direita 2 cm, margem inferior 2 cm.
- digitação do trabalho, sugere-se as fontes Times New Roma ou Arial, tamanho 12 cm.
- espaçamento de entrelinhas: duplo ou 1,5 de linhas; para as notas explicativas e citações textuais longas, usa-se o espaço simples, fonte tamanho 10 cm.
- paginação: devem ser contadas todas as páginas, a partir da folha de rosto. Porém a numeração gráfica, só começa aparecer (no canto superior direito a 2 cm da borda), a partir da introdução.
- Recomenda-se o uso da numeração progressiva na subdivisão das seções.
OBS.: Vale observar que as normas e ou estilo do trabalho aqui descritos podem sofrer variações, de acordo com a exigência de cada faculdade ou universidade, porém, dentro das normas da ABNT.
1. Apresentação gráfica geral do trabalho:
- Capa;
- Folha de Rosto;
- Folha de aprovação;
- Epígrafe; (opcional)
- Dedicatória; (opcional)
- Agradecimentos; (opcional)
- Lista de tabelas e figuras; (opcional)
- Sumário;
- Resumo;
- Introdução;
- Desenvolvimento;
- Conclusão;
- Bibliografia;
- Anexos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário