CURIOSIDADES

Saiba quando usar:

Acento ou assento?

Por Thaís Nicoleti

Veja só a confusão que ocorreu outro dia num texto sobre automóveis:

“De acordo com o médico, veículos modernos são projetados para evitar dores no corpo do condutor. Os modelos mais sofisticados trazem acentos com abas laterais (sustentam o corpo e protegem a região lombar), volante com ajuste de altura e profundidade e fácil acesso aos pedais.”
Já percebeu qual foi o problema? “Acento” no lugar de “assento”! Pois é, “acento” é bem diferente de “assento”. Essas palavras são chamadas, na gramática tradicional, de homônimos. Isso porque elas têm exatamente a mesma pronúncia. A semelhança, no entanto, para por aí. Cada uma tem uma grafia e cada uma tem seu significado. Não há corretor ortográfico que nos ajude a corrigir esse tipo de erro. O único jeito mesmo é saber a hora de usar cada um dos homônimos.
Assento serve para sentar-se (veja a semelhança gráfica entre as palavras, que são da mesma família). O verbo “assentar” também pertence ao grupo de cognatos. Aliás, esse verbo tem dois particípios (assentado e assente). Foi a segunda forma que a angolana vencedora do concurso Miss Universo 2012 usou em sua declaração: “”De certa forma, a minha vida acaba de mudar. Vou precisar de Deus e de ter os pés bem assentes na Terra”.
Assento, com “ss”, é o banco do carro, é a poltrona do cinema, é a cadeira do brinquedo no Hopi Hari, é um lugar (o Brasil pleiteia um assento na ONU) e até mesmo… as nádegas!
Acento, com “c”, é a sílaba forte de uma palavra, o sinal gráfico que a demarca ou mesmo o sotaque.
Como vemos, “acento” e “assento” são coisas bem diferentes!… Vamos corrigir a frase? Veja abaixo:
“De acordo com o médico, veículos modernos são projetados para evitar dores no corpo do condutor. Os modelos mais sofisticados trazem assentos com abas laterais (sustentam o corpo e protegem a região lombar), volante com ajuste de altura e profundidade e fácil acesso aos pedais.”

Fonte: http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/acento-ou-assento.jhtm


Dicas do Professor Sérgio Nogueira http://g1.globo.com/

1ª) INTERVIU ou INTERVEIO?

Estava escrito numa campanha publicitária: “…os proprietários invadiram a Companhia, expulsaram os jesuítas e tentaram organizar um governo local. O Governo INTERVIU. A Companhia acabou…”
O leitor tem razão. Está errado. O verbo INTERVIR é derivado de VIR. Se ele VEIO, ele INTERVEIO.

A forma verbal interviu não existe.

Vamos recordar a regrinha:

Os verbos derivados de VER (=rever, prever, antever…) seguem o verbo VER:
Eu vejo > eu revejo, prevejo, antevejo;
Eu vi > eu revi, previ, antevi;
Ele viu > ele reviu, previu, anteviu;
Se eu visse > se eu revisse, previsse, antevisse;
Quando eu vir > quando eu revir, previr, antevir;
Os verbos derivados de VIR (=intervir, provir…) seguem o verbo VIR:
Eu venho > eu intervenho, provenho;
Eu vim > eu intervim, provim;
Ele veio > ele INTERVEIO, proveio;
Se eu viesse > se eu interviesse, proviesse;
Quando eu vier > quando eu intervier, provier.

2ª) RÁPIDO ou RÁPIDA?


Leitor quer saber se a frase “A bola tem que chegar rápida ao ataque” está certa.
Não é a bola que é rápida. RAPIDAMENTE é o modo como a bola deve chegar ao ataque. Trata-se, portanto, de um advérbio de modo. Não devemos esquecer que os advérbios são invariáveis (=não se flexionam).
Isso tudo significa que a concordância está errada. Devemos dizer que “a bola deve chegar RÁPIDO ao ataque”. Melhor ainda: “a bola deve chegar RAPIDAMENTE ao ataque”.

3ª) IRIAM IR ou IRIAM?


Estava escrito num bom jornal: “Inicialmente, os dois programas iriam ir ao ar depois da novela das oito”.
Leitor achou a frase muito estranha. Eu também. Bastaria dizer que “os dois programas IRIAM ao ar depois da novela das oito”.

Esse caso me fez lembrar a mania que alguns têm em usar “eu vou ir”.
Pior ainda é caso do “eu vou vim”. Aí, é dose! Ou você vai ou você vem. Na verdade ele queria dizer “eu vou vir”. Não sei por que complicar. É muito mais simples dizer: eu IREI e eu VIREI.


4ª) COMEÇEI ou COMECEI?

Leitora apaixonada pela Língua Portuguesa demonstra toda a sua indignação por causa de um começei (com cedilha) que ela encontrou num texto jornalístico.

Concordo inteiramente com a nossa leitora: é um absurdo! Na lingual portugesa, não existe palavra alguma em que o “ç” apareça antes das vogais “i” e “e”. A função da cedilha é manter o som da letra “c” diante das vogais “a”, “o” e “u”: COMEÇAR, AÇAÍ, PALHAÇO, ALMOÇO, IGUAÇU, AÇÚCAR…

Observe algumas curiosidades:

ALCANÇAR, mas o ALCANCE, que nós ALCANCEMOS…
ESBOÇAR, ESBOÇO, mas que você ESBOCE…
COMEÇAR, COMEÇO, mas que eu COMECE, eu COMECEI…

5ª) ESQUECER ou ESQUECER-SE?

As duas formas são corretas. Devemos ter cuidado com a regência:

Quem ESQUECE esquece “alguma coisa”, mas quem SE ESQUECE se esquece “DE alguma coisa”. ESQUECER é transitivo direto; ESQUECER-SE é transitivo indireto.
Nós temos, portanto, duas opções:
“Eu esqueci a caneta” ou
“Eu me esqueci da caneta”.

Observe outro exemplo:
“Não esqueçam que a festa será no próximo dia 25″ ou
“Não se esqueçam de que a festa será no próximo dia 25″.


6ª) AVISOU QUE ou AVISOU DE QUE?

A frase que gerou a dúvida é: “O professor avisou aos alunos de que já era tarde”.
o AVISAR é transitivo direto e indireto. Há duas opções:

1a) AVISAR alguma coisa a alguém:
“O professor avisou AOS alunos QUE já era tarde.” Ou

2a) AVISAR alguém DE alguma coisa:
“O professor avisou OS alunos DE QUE já era tarde.”
O problema da frase é que havia dois objetos indiretos: “O professor avisou AOS alunos (=objeto indireto) DE QUE já era tarde (=outro objeto indireto). Ou você tira a preposição “a”: “…avisou OS alunos (=objeto direto) DE QUE já era tarde (=objeto indireto)”; ou você tira a preposição “de”: “…avisou AOS alunos (=objeto indireto) QUE já era tarde (=objeto direto)”.

7ª) JUNTO ou JUNTOS?

A palavra JUNTO só apresenta flexão (feminino ou plural) quando é adjetivo. Observe alguns exemplos:

“As duas velhinhas moram JUNTAS.”
“Os livros estão JUNTOS na estante da esquerda.”

As locuções prepositivas JUNTO A e JUNTO DE (=perto de, ao
lado de) são invariáveis.
“A sala de reuniões fica JUNTO AO ambulatório.”
“Os livros estão JUNTO DA estante da esquerda.”

Observação:
Sou contra o uso da palavra JUNTO fora do seu real significado (=colado, unido, ao lado):
“Contraiu um empréstimo junto ao Banco do Brasil”. Só se foi no
vizinho! Na verdade, ele contraiu o empréstimo NO Banco do Brasil.
“Só resolverá o problema junto à diretoria da empresa”. Deve
ser no banheiro que fica ao lado!! Devemos resolver o problema COM a diretoria da empresa.
“Palmeiras contratou o zagueiro junto ao Flamengo”. Agora fiquei em dúvida. Terá sido no posto de gasolina Mengão, no Ciep que fica próximo ou no Hospital Miguel Couto? É brincadeirinha. Bastaria dizer que o Palmeiras contratou o zagueiro do (ou “ao”) Flamengo.

8ª) ESTE ou ESSE?

1o) Quando nos referimos ao “tempo presente”, devemos usar ESTE:

“NESTE momento, está chovendo no Rio de Janeiro.” (=agora)
“Ele deve entregar o proposta NESTA semana.” (=na semana em que estamos)
“Não haverá futebol NESTE domingo.” (=hoje)
“O pagamento deverá ser feito NESTE mês.” (=mês em que estamos)

2o) Quando nos referimos a algo citado anteriormente, devemos usar ESSE:

“Tudo ia bem até a 25a volta, NESSE momento houve um grande acidente.”
“Ele pouco se dedicava ao projeto, por ISSO foi dispensado.”

Observe alguns exemplos inadequados:
“Pelé chega de Nova Iorque NESSA semana.” (= Não se falou anteriormente de outra semana. Só pode ser NESTA semana);
“Com os nervos à flor da pele desde o início DESSA semana, os operadores mostravam-se exaustos ontem.” (= Se os operadores estavam exaustos “no dia anterior”, é porque o autor referia-se ao início DESTA semana);
“Mas, o que se diz no Palácio do Planalto é que, NESSE momento, lavar a roupa suja em público só ajuda mesmo a uma pessoa.” (= O autor referia-se ao momento atual. Deveria ter usado: “NESTE momento”);
“Depois DESTA pobre e pequena diversão.” (O autor referia-se ao que acabara de dizer. Deveria ter dito: “Depois DESSA pobre e pequena diversão”).

9ª) Camisas ROSAS ou ROSA?

O certo é: CAMISAS ROSA
Um substantivo, no papel de adjetivo, torna-se invariável (=não se flexiona em gênero e número).

ROSA é o nome (=substantivo) de uma flor. Se nós usarmos como cor (=adjetivo), torna-se invariável:
Blusão (=masculino) ROSA (feminino);
Camisas (=plural) ROSA (singular).

Observe que a palavra ROSA, quando usada como cor (=no papel de adjetivo), é sempre ROSA (=sem masculino nem plural).

Vejamos outros exemplos:
Camisas LARANJA, casacos VINHO, blusas CREME, sapatos AREIA, calças CINZA, GELO, TIJOLO, ABACATE, LIMÃO…

10ª) Por que AJUDÁ-LO, RECEBÊ-LO e DIVIDI-LO?

Leitora quer saber o porquê dos acentos.

Em português, as palavras oxítonas só recebem acento gráfico se terminarem em “o”, “e”, “a”: compô-la, propô-lo, recebê-lo, vendê-la, ajudá-lo, procurá-la…
As oxítonas terminadas em “i” e “u” não recebem acento gráfico: dividi-lo, adquiri-la, servi-los…
É importante lembrar que deveremos usar o acento agudo, caso as vogais “i” e “u” formem hiato com a vogal anterior: destruí-lo, contruí-la, distribuí-los, atraí-las, possuí-lo…

11ª) RÉIS ou REAIS?

É possível que muitos brasileiros não saibam que não é a primeira vez que a nossa moeda se chama REAL.
Na vez anterior, o plural do REAL era RÉIS.
Entretanto, o plural da nossa moeda atual é REAIS.
Devemos, portanto, dizer: um REAL, mas dez REAIS.

12a) ABAIXO-ASSINADO  ou  ABAIXO ASSINADO ?

a)    ABAIXO-ASSINADO, com hífen, é o documento assinado por muitas pessoas que reivindicam alguma coisa. Seu plural é abaixo-assinados.
“Os alunos entregaram o abaixo-assinado ao diretor da escola.”

b)    ABAIXO ASSINADO, sem hífen, indica a pessoa que assina o documento.
“Sérgio Nogueira, abaixo assinado, vem solicitar a Vossa Senhoria que autorize…”

13a) Eu ABULO  ou  eu ABOLO ?


É a famosa dúvida do nada com coisa alguma. ABOLIR é verbo defectivo. Só pode ser conjugado nas formas em que, após o radical, aparecem as letras “e” ou “i”.

Observações:

a)    No presente do indicativo: eu (não existe), tu aboles, ele abole, nós
abolimos, vós abolis, eles abolem;

b)    No presente do subjuntivo: não existe forma alguma;
Existem outros verbos que apresentam um problema semelhante ao do ABOLIR: colorir, demolir, explodir, extorquir, latir…

Portanto, se você quisesse dizer que “é necessário que se demula ou demola a parede”, a solução é buscar um verbo sinônimo: “É necessário que se DESTRUA (ou DERRUBE) a parede”.
É interessante observar também que não existem as formas: eu demulo, eu explodo, eu extorco, eu coloro, eu lato. A solução é um verbo sinônimo ou uma locução verbal : estou demolindo, estou explodindo, estou extorquindo, estou colorindo, estou latindo…

14a) ACIDENTE  ou  INCIDENTE ?

a) ACIDENTE: acontecimento imprevisto, desastre.
“Acidente entre dois trens provoca morte de cem pessoas.”
“Acidente na hidrelétrica provoca blecaute em São Paulo.”

b) INCIDENTE: circunstância, casual, episódio, atrito.
“Incidente entre parlamentares paralisa votação.”

15a) A CORES  ou  EM CORES ?


Como os antigos aparelhos de TV eram “em preto e branco”, prefiro EM CORES. É bom lembrar que os filmes sempre foram “em cores”.

16a) Acostumado  A  ou  COM ?


Tanto faz.
“Ele já está acostumado AO calor (ou COM o calor).”

17ª) Concordância com PERCENTAGENS

“Em Recife, 26% da população TROCA  ou  TROCAM a escova de dentes por métodos pouco convencionais.”

Para a maioria dos autores, é um caso facultativo:

a)    O verbo pode concordar com a percentagem plural: “26% …
TROCAM…”;

b)    O verbo pode concordar com o especificador (população) no
singular: “26% da população TROCA…”
Não é um caso de certo ou errado. É uma questão de padronização. Nós preferimos a concordância com o especificador, principalmente quando o verbo é de ligação ou está na voz passiva: “26% da população ESTÁ DESABRIGADA”.

18ª) Emití-la  ou  emiti-la? Serví-lo  ou  servi-lo?


O certo é EMITI-LA e SERVI-LO (sem acento agudo).
As palavras oxítonas terminadas em “i” não recebem acento agudo: abacaxi, Parati, aqui, caqui, tupi, guarani, adquiri-la, dividi-lo, emiti-la, servi-lo…
As palavras oxítonas terminadas em “i” só recebem acento agudo se houver hiato com a vogal anterior: Icaraí, caí, saí, açaí, Piauí, Chuí, destruí-la, construí-lo, distribuí-los…

19ª) BASTANTE ou BASTANTES?

a)    BASTANTE (=muito ou suficientemente) é advérbio de intensidade. É uma forma invariável (=não vai para o plural):
“Os empregados se esforçaram BASTANTE.” (=muito ou suficientemente)
“Eles são BASTANTE esforçados.” (=muito)
“Os espectadores saíram BASTANTE satisfeitos.” (=muito)

b)    BASTANTES (no plural) só é possível se estiver junto a um substantivo plural.
Pode ser pronome adjetivo indefinido (=muitos):
“Os alunos estão com BASTANTES problemas para resolver.”
Considero essa forma horrorosa. Sugiro que não seja usada. Prefira: “…MUITOS problemas…”;
Pode ser adjetivo (=suficientes):
“Ele já tem provas BASTANTES para incriminar o réu.” (=suficientes)
“Fulano de Tal constitui como seus BASTANTES procuradores…”



20ª) AUTO ou ALTO?


1) ALTO é o contrário de BAIXO. Pode ser adjetivo ou advérbio. Observe os exemplos:
“Ele é um homem alto.” (x homem baixo – adjetivo);
“O som estava muito alto.” (x som baixo – adjetivo);
“Gostei do alto-relevo.” (= relevo alto - adjetivo);
“Desligou os altos-fornos.” (adjetivo);
“O diretor sempre falava alto.” (x falava baixo – advérbio);
“Comprei quatro alto-falantes.” (advérbio).

2o)  AUTO é um prefixo de origem grega que significa “a si próprio, a si mesmo”. Tem uma ideia reflexiva. O automóvel foi assim chamado porque “movia a si próprio” ( = dispensava a tração animal). Autocontrole é ter o controle de si mesmo. Autodidata é o que aprende sozinho, ensina para si mesmo.
Portanto, é impossível “você fazer a autobiografia do seu melhor amigo”. E é redundante “você fazer a autobiografia de si mesmo”. Ou você faz a sua autobiografia ou você faz a biografia do seu melhor amigo.

21ª) Horas ou H ou HS ou h ou hs?

São tantos leitores perguntando, que resolvi voltar ao assunto.

1o) Horas deve ser abreviado com letra minúscula ( = “h”): “A reunião será às 3h.” O “H” (maiúsculo) é o símbolo do hidrogênio.

2o) Não faz plural: “A reunião será às 3h”, e não “…às 3 hs“.

3o) Devemos escrever horas por extenso quando nos referimos à duração: “Eles estiveram reunidos durante três horas”.

4o) Não há a necessidade dos “00″ para indicar os minutos. Não precisamos usar “3:00h“. Se houver minutos, podemos abreviar com “min”: “A reunião será às 3h30min”. Para mim, bastaria 3h30.

Observe a diferença:

“A reunião vai das 8h às 10h.” (A reunião começará às 8h e terminará às 10h);
“A reunião vai de oito a dez horas.” (A duração da reunião será aproximadamente entre oito e dez horas).

Vejamos agora um exemplo curioso enviado por um leitor:

“Este evento ocorrerá às 19 e 20 horas.”
Parece haver dois horários possíveis para o evento: às 19h e às 20h. A verdadeira informação era: “Este evento ocorrerá às 19h20min.”


22ª) Referia-se à ou a Vossa Excelência?

Todos nós aprendemos na escola que não ocorre crase antes de pronomes de tratamento. O certo é: “Referia-se a Vossa Excelência”.
Por quê?

Porque não há artigo definido “a” antes dos pronomes de tratamento femininos que podem ser usados para substituir tanto mulheres quanto homens: Vossa Excelência, Vossa Senhoria, Vossa Majestade, Vossa Alteza, você…

Caso o pronome de tratamento seja feminino e sirva só para substituir mulheres, pode ocorrer a crase:

“Referia-se à senhora (=ao senhor);
à doutora (=ao doutor);
à Ilustríssima… (=ao Ilustríssimo…);
à Meritíssima… (=ao Meritíssimo…);
à senhorita, à madame …

24ª) “À ou A realizar-se no dia 8 de dezembro…”?

Para que o seu convite de casamento não apresente erros gramaticais que possam provocar risinhos de algum convidado mais exigente, escreva:
“A realizar-se no dia 8 de dezembro…”

Parabéns pelo seu casamento, e não esqueça: antes de verbo é impossível ocorrer crase, porque jamais haverá artigo definido “a” antes de verbo.

25ª) A GENTE VAMOS  ou  A GENTE VAI?

É uma questão de adequação da linguagem.
Leitor quer saber se A GENTE VAMOS não é uma figura de sintaxe ( = silepse) em que está subentendida a ideia de “nós” no coletivo “gente”.
Não há dúvida de que a ideia de “nós” está subentendida. O problema é o registro da fala em que a expressão A GENTE VAMOS é usada. É uma concordância característica da linguagem popular-vulgar.
É importante lembrar, no entanto, que qualquer concurso, inclusive os exames vestibulares, toma por base o uso culto da língua portuguesa.
A expressão A GENTE VAI apresenta uma concordância correta e é usada no nível coloquial da fala. Portanto, é perfeitamente aceitável em textos coloquiais. Não é uma questão simplista de certo e errado.
Num texto mais cuidado, escrito com uma linguagem mais formal, não devemos usar nem uma nem outra: o melhor é dizer NÓS VAMOS.

*.....*.....*.....*.....*.....*.....*.....*.....*.....*

Não esqueça !

- RETIFICAR é corrigir e RATIFICAR é comprovar, reafirmar, confirmar.
Ex.: Eu ratifico o que disse e retifico meus erros.

SEÇÃO, com "ç", significa parte de um todo, departamento.
Ex.: O seu pedido foi encaminhado à seção de transportes, para análise.

- SESSÃO, com dois "ss", quer dizer intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, etc.
Ex.: A sessão da Câmara começa às vinte horas.